Em julho, pensei em estudar uma técnica de decomposição de medidas de desigualdade/pobreza. Procurando as bases de dados, encontrei a a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, que tem muita informação interessante. Mas, com 30 dias para escrever um artigo, não achei que teria tempo para entender bem a pesquisa e produzir estimativas adequadas. Tirei alguns dias para ler a documentação e comecei a fazer algumas tentativas de análise. Uma pergunta bem interessante que a POF permite analisar é: quanto seria a desigualdade de renda se retirássemos as rendas transferidas pelos programas sociais federais?

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Há algum tempo atrás, vi uma discussão bem interessante sobre desigualdade e a Grazielle David do podcast É da sua conta! levantou o tema da polarização de renda. Eu já tinha lido um pouco a respeito e tinha até começado a escrever uma apresentação sobre o tema, mas não tinha calculado nada de fato. Deixei anotado para o futuro. O momento chegou. Neste post, vou tentar explicar um pouco do que é polarização e como essa abordagem se diferencia da desigualdade.

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Aviso: Esse post é experimental e eu posso estar completamente errado. Leia com cautela. Ou não leia. Ainda vou incluir as referências. Aproveitando que eu estou com algum tempo e evitando pensar no seminário de dissertação amanhã, resolvi escrever um pouco sobre a única coisa que as pessoas acham que eu faço estimar índices de Gini. Li um pouco sobre estimação de índices de Gini com a distribuição Beta Generalizada do Tipo 2 e achei bem interessante.

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O princípio de Pigou-Dalton é uma das ideias mais fundamentais na mensuração de desigualdade em variáveis cardinais. Basicamente, quando determinada quantidade de renda é transferida de alguém pobre para alguém rico (i.e., uma transferência regressiva), a desigualdade aumenta. Algumas medidas de desigualdade atendem o princípio de Pigou-Dalton apenas em alguns conjuntos da distribuição de renda: por exemplo, a razão entre as rendas dos 10% mais ricos sobre os 50% mais pobres – i.

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Guilherme Jacob

Manauara.
Mestrando em População, Território e Estatísticas Públicas.
Bacharel em Direito e Economia.

Rio de Janeiro, Brasil